O Brasil busca consolidação no comércio internacional através do aumento das exportações. Mas, o baixo investimento em inovações pode comprometer o desenvolvimento da indústria nacional. As inovações deveriam acontecer nas empresas, com base no conhecimento da concorrência, mercado e investimentos.
A capacidade de competitividade de uma empresa está relacionada à gestão e informação tecnológica, devido aos requisitos do mercado com relação aos produtos e serviços de alto conteúdo tecnológico. As habilidades de uma instituição precisam contribuir para o planejamento e a definição de ações estratégicas que garantam a competitividade da mesma no mercado globalizado.
David Stephen, presidente da Associação Brasileira de Tecnologia (ASBRATEC), afirma que os primeiros a se interessarem pela pesquisa e inovação tecnológica foram as indústrias. “Não apenas pela alta capacidade de investimento, mas, sobretudo, pela grande batalha competitiva, asseverada pelo processo de globalização, essas alavancaram os departamentos de pesquisa das universidades que começaram a receber, muitas vezes, mais recursos do que as verbas de pesquisa oriundas do Governo. Com o advento da TI, dois outros setores da economia começaram a demandar projetos de pesquisa e inovação das universidades: o comércio varejista e, mais recentemente, o setor de serviços. Esses são responsáveis, hoje, pela maior curva de crescimento da inovação tecnológica no mundo globalizado”.
Na última década, o setor de serviço vem se destacando na economia do País, principalmente na geração de empregos. Essa é uma tendência que, nos Estados Unidos, representa 71% do Produto Nacional Bruto (PNB) americano e 75% do nível de emprego. A falta de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil dificulta o crescimento tecnológico. É necessário que o governo considere a importância do setor e crie oportunidades de fomento à inovação direcionadas aos serviços. Desta forma, os ganhos e oportunidades de novos negócios seriam maiores.
David Stephen observa que o governo precisa mostrar mais nesta área. “O PC Conectado é uma promessa, mas o que percebemos rapidamente no mercado é que o setor privado consegue, muitas vezes, dar respostas mais rápidas e eficazes na redução de custos das mercadorias tecnológicas. A Intel, por exemplo, já lançou o computador de US$ 100 para fins educacionais. Investimento 100% privado, com o apoio da pesquisa e inovação tecnológica proveniente do MIT - mais conceituada instituição acadêmica no segmento de TI do mundo. Acho que o maior e melhor papel do governo é, primeiramente, não atrapalhar a iniciativa privada e, em segundo lugar, desonerar os tributos para que o mercado possa oferecer melhores serviços a um menor custo. Espero que o PC Conectado contribua, desta forma, para o acesso da população à TI, movimentando de baixo para cima a economia deste setor”.
É imprescindível a divulgação dos mecanismos legais e investimento em P&D. O fenômeno da globalização cria um mundo sem fronteiras, no qual a vantagem competitiva é concedida aos centros detentores de tecnologia combinadas ao mercado de interesse da empresa e que apresentam investimentos consistentes em pesquisa e desenvolvimento. A era da tecnologia de informação (TI) padroniza sistemas antes incompatíveis, transformando o fluxo da informação em um processo transparente.
As áreas de P&D, planejamento e gestão da informação, como recurso estratégico, precisa, além de infra-estrutura tecnológica, de estabelecimento de políticas, planos, métodos e capacitação de recursos humanos. As organizações que atuam com pesquisa e desenvolvimento devem ter visão sistêmica voltada ao procedimento de negócios e utilização estratégica de TI.
Indústria de Serviços de TI
O Instituto Brasil para Convergência Digital (IBCD), em parceria com a Gazeta Mercantil, realizou, no dia 14 de setembro, conferência sobre a Indústria de Serviços de TI. O encontro destacou a importância dos serviços de tecnologia da informação, considerados peças-chaves nos planos de governo e na formulação de políticas públicas. A conferência teve a finalidade de colocar a Agenda do IBCD à imprensa, para tornar mais transparente as necessidades do setor. Entre os palestrantes do evento, além do presidente do IBCD, Stan Braz, falaram Eduardo Morgado (Professor da Unesp), o deputado Júlio Semeghini, Laércio Cosentino (Presidente da TOTVS), Jorge Rocha (Tata), Paulo Cunha (Microsoft), Afonso Lamounier Jr. (Microsoft), Jorge Bahia (Presidente da BKL), Cristina Tosi Inoue (advogada trabalhista da Tosi Inoue Advogados), Ricardo Sennes (Presidente da Prospectiva Consultoria), Sérgio Rodrigues (Presidente da TCS), Sérgio Rosa (Diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO), Ubiraci Matta (Gerente da MKT e aliança da TIVIT) e Vicente Vilardaga (Diretor de novas mídias da Casa Brasil).
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