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Programa
de RH para empresas de TI
NAIPE elabora projeto de capacitação
de recursos humanos em TI em parceria com IBCD e MDIC.
A
maioria das pequenas e médias empresas nacionais
não desenvolvem atividades de Pesquisa e Desenvolvimento
(P&D), por ser esta uma tarefa de custo e risco
elevado. O número de profissionais ativos em
P&D nas empresas ainda é pequeno quando
comparado a outros países. Isso acarreta uma
série de dificuldades ao desenvolvimento tecnológico
brasileiro como, por exemplo, baixa competitividade
tecnológica das empresas nacionais e reduzida
capacidade do país em transformar ciência
e tecnologia em riqueza.
As necessidades em termos de recursos humanos (RH)
para empresas de serviços de TI (Tecnologia
da Informação) e BPO (Business Process
Outsourcing) no Brasil demandam ações
emergenciais para que o País não perca
a janela de oportunidade que atualmente existe no
contexto do mercado internacional de serviços.
Essa situação foi diagnosticada pelo
IBCD (Instituto Brasil para Convergência Digital)
e pela BRASSCOM (Associação Brasileira
das Empresas de Software e Serviços para Exportação),
que levaram o MDIC (Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio) a procurar deslanchar
ações imediatas neste campo.
Dentro desse contexto, buscou-se um contato com a
FAPESP (Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo), visando um
possível apoio da fundação. A
primeira iniciativa foi a realização
de um encontro na fundação, no dia 22
de dezembro do ano passado, do qual participaram os
professores Brito Cruz e Luiz Fernandes Lopez, representantes
da instituição, e os diretores Stan
Braz (IBCD), Carlos Luzzi (Intel) e Manuel Lousada
(STI/MDIC). Ficou definido que seriam encontradas
formas da FAPESP apoiar a formação de
RH que atenda às necessidades referidas.
De acordo com entendimentos entre Lousada e o presidente
do Conselho dos Secretários Estaduais de Ciência
e Tecnologia, Raphael Luchesi, o equacionamento de
um “programa” de apoio dentro do escopo
de atuação da FAPESP deverá ser
criado, também, em outras fundações
de amparo à pesquisa.
A FAPESP, que já lida com alguns programas,
como o PITE (Parceria para Inovação
Tecnológica) e o PIPE (Programa para Inovação
Tecnológica em Pequenas Empresas), reconhece
a importância e urgência do problema apresentado
pelos representantes do setor produtivo de Serviços
de TI e BPO, inclusive do ponto de vista econômico
e político. Nesse sentido, a FAPESP está
disposta a investir no setor.
Em
janeiro deste ano, ocorreu uma nova reunião
com representantes da FAPESP, Luis Fernandes Lopes
e Eduardo Massad, para dar continuidade ao programa
de capacitação de recursos humanos em
TI. Também estiveram presentes na reunião
o Diretor de Política Tecnológica do
MDIC, Manuel Lousada, e o representante da Secretaria
de Política da Informática do Ministério
da Ciência e Tecnologia, Antenor Correia, onde
foi dado mais um passo em direção ao
Programa de Inovação Tecnológica
(PIT).
No
encontro, determinou-se que as empresas elaborarão
um descritivo de produtos que desejam desenvolver
com alguma universidade e que, também, poderão
usufruir de investimento para capacitação
tecnológica, dando ênfase a recursos
humanos. O descritivo será encaminhado à
FAPESP, que avaliará o projeto. Após
aprovação da Fundação,
o centro de pesquisa encaminhará o formulário
padrão de pesquisa com documento contratual
definindo a forma de remuneração sobre
os resultados da análise. O investimento da
FAPESP será na remuneração de
bolsistas graduandos, graduados, mestres, doutores
ou pós-doutores. O IBCD acompanhará
a empresa na FAPESP e conduzirá o processo
de análise de aprovação através
do número do protocolo, reservando-se a confidencialidade
necessária.
O
Núcleo de Análise, Políticas
e Estratégia da Universidade de São
Paulo (NAIPE/USP) está elaborando o projeto
piloto, juntamente com equipe do IBCD, empresas associadas
e do MDIC, que deverá ser apresentado à
FAPESP ainda neste mês de fevereiro. De acordo
com Luis Fernandes Lopes, o projeto será muito
importante para a consolidação da parceria
universidades-empresas. “Projetos de pesquisa
de ponta serão implantados nas empresas, que
terão treinamento de recursos humanos dentro
do que há de mais avançado na área
de tecnologia. Com a ampliação desse
projeto, teremos a geração em grande
escala de mão-de-obra altamente qualificada
e pronta para o mercado”. A idéia do
MDIC é que o projeto seja implantado inicialmente
em empresas de São Paulo, para depois se estender
por todo o Brasil.
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